A Associação Nacional de Vigilantes pediu hoje uma reunião ao Ministério da Administração Interna e à PSP para criarem em conjunto um plano que ajude a diminuir o número de agressões aos seguranças privados. O presidente, Rui Silva, manifestou-se preocupado com o número de agressões de que têm sido alvo os seguranças e lamentou a ausência de uma estratégia para minimizar as situações.
Segundo Rui Silva, pelo menos sete vigilantes já foram agredidos desde o início do ano. Para combater os números, a ANV enviou uma missiva ao Ministério da Administração Interna e à PSP a pedir uma reunião com o objectivo de "juntarem esforços" e elaborarem um plano, que poderia passar pela alteração da lei que veio conferir aos seguranças a possibilidade de usarem armas não letais.O presidente da ANV adiantou que o departamento de segurança privada da PSP só emite licenças de uso de armas não letais aos vigilantes, após uma autorização da empresa de segurança privada. No entanto, segundo o responsável, muitas das empresas não estão a autorizar os seus funcionários a utilizar armas.Rui Silva sugere que deveria ser o segurança a pedir directamente à PSP a autorização. O responsável defendeu ainda que as empresas e as forças de segurança deveriam fazer uma avaliação do risco do local de trabalho, tendo em conta que nem todos os locais justificam ter a presença de um segurança armado.Como exemplo, referiu o caso de edifícios em zonas industriais que deveria ter vigilantes com armas não letais. O presidente da ANV adiantou igualmente que a associação está a estudar a possibilidade da criação de unidades de prontidão de segurança (UPS), sistema que seria instalado nas viaturas das empresas para socorrer os vigilantes em caso de necessidade."Quando um vigilante estivesse em perigo accionava a UPS, que estando activa teria um estado de prontidão imediato", disse, adiantando que a criação das UPS vai estar em debate no congresso da Associação Nacional dos Vigilantes em Março. Para que as unidades de prontidão de segurança entrem em funcionamento é necessário o consentimento do Ministério da Administração Interna e da PSP. Ontem, quatro seguranças foram agredidos, em Setúbal, durante um assalto a uma caixa de Multibanco instalada na empresa onde faziam vigilância.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
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